Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Ir para novo

Considerações gerais, ideias, projetos e muito mais para quem está a "ir para novo". E para quem tem em casa alguém avançado nesta viagem. Todos os domingos. Alternarei posts gerais e específicos.

Ir para novo

Considerações gerais, ideias, projetos e muito mais para quem está a "ir para novo". E para quem tem em casa alguém avançado nesta viagem. Todos os domingos. Alternarei posts gerais e específicos.

172 - Voltemos à segurança

Falei anteriormente sobre este tema, nomeadamente em Fraudes – onde mencionei algumas das causas dos longevos serem alvos preferenciais e descrevi algumas fraudes comuns – e em Segurança – um post mais virado para manter a sua casa segura de assaltos e precauções a tomar na rua.

Irei repetir aqui alguns desses pontos, é que infelizmente as situações vão-se repetindo ou, no caso das fraudes, “refinando” e há avisos contínuos sobre novas táticas – algumas bem sofisticadas – para nos separar do nosso dinheiro.

Comecemos pelas fraudes por e-mail. Se não o usa, leia à mesma, poderá ser útil para quando fala com alguém que o faz.

Uma das mais populares consiste no envio de e-mails supostamente da polícia, bancos, etc., a alertar para problemas diversos e com um link para os resolver. Ainda esta semana saiu um aviso das Finanças a alertar para e-mails fraudulentos supostamente enviados por esse serviço relativos a impostos por pagar – pois é, estamos no mês do pagamento do IMI...

Repito aqui o conselho já dado anteriormente, por mim e por milhentas pessoas e entidades: NUNCA clicar em links destes. Se tiver dúvidas sobre o assunto citado – uma falta de pagamento às Finanças, por exemplo – vá diretamente ao site desse serviço e procure ali as informações de que precisa. E sim, se for uma dívida ao fisco, estará assinalada na sua página pessoal.

Lembre-se, também, de que bancos, Segurança Social, Finanças e similares nunca, mas mesmo nunca pedem dados pessoais por e-mail, só o fazem no respetivo site a que só se acede após inserir senhas e quejandos – os melhores nem permitem que os navegadores guardem a senha e estão sempre a arranjar formas adicionais de identificação.

Passando ao Multibanco, há várias formas de o adulterar para obter cartões para clonar e dados de acesso. Muitas passam pela colocação de um teclado falso, uma câmara disfarçada e similares. O conselho dado é que examine bem o terminal antes de o usar e evite os que estão na rua e em locais isolados – é bem mais difícil adulterar uma máquina instalada num banco, por exemplo, ou num local com bastante vigilância e que está fechado uma parte do dia.

A burla mais recente usa, precisamente, a tendência das pessoas em clicarem em links desconhecidos. Recebem no telemóvel uma mensagem aparentemente do banco, clicam e, sem o saber, instalam uma aplicação maliciosa, NGate, capaz de recolher os dados dos cartões associados a esse telemóvel. E há até casos em que essa transferência de dados foi feita apenas por contacto de um leitor NFC à carteira ou mochila da vítima. Resultado, levantamentos sem precisarem de ter os nossos cartões físicos.

Lembre-se, apesar de a segurança do uso de cartões e do Multibanco estar sempre a aumentar, este é um caso típico de “corrida aos armamentos”: um “tanque” melhor dá origem a um “canhão” melhor, este obriga a melhorar o “tanque”, o que leva a melhorar o “canhão”...

Há outro tipo de fraudes, ou antes, burlas, que atingem sobretudo quem vai para novo, fiando-se os burlões no desconhecimento que muitos têm de vários assuntos, sobretudo em zonas mais rurais.

Por exemplo, a já velha mas aparentemente ainda popular troca de notas “desatualizadas”, o caso de que penso já ter falado da troca de televisores, etc. porque iam deixar de funcionar – troca essa que exigia, claro está, um pagamento adiantado.

Outro esquema muito na moda é o das “contas por pagar”. A vítima é contactada, por e-mail, telefone ou até em casa porque não terá pago a conta da luz, gás, etc. e terá de o fazer de imediato ou cortam-lhe o fornecimento. Perante isto, muitos pagam o exigido e só depois descobrem a mentira – pequeno detalhe, todos esses serviços enviam inúmeros avisos antes de cortarem o fornecimento, mais ainda, perante uma situação destas procure uma fatura e ligue para o apoio deles para saber o que se passa.

E como o Natal se aproxima, há que falar dos donativos para instituições de beneficência / causas. Infelizmente, há quem se aproveite da boa vontade das pessoas para as burlar. E também aqui, as verdadeiras instituições não mandam e-mails em massa a pedir dinheiro. Mesmo que seja “cliente” habitual, não clique no link, vá, isso sim, ao respetivo site procurar os dados para um donativo. E se nunca ouviu falar da organização ou causa, pesquise-a antes de doar, por muito boa que lhe pareça a iniciativa.

Já agora, e como é uma época em que muitos recebem encomendas, não caia na burla do e-mail supostamente dos CTT com a indicação de que têm uma encomenda que não podem entregar porque é preciso pagar direitos alfandegários – se fosse verdade, receberia um aviso “físico” em casa, se têm uma encomenda para si então têm o seu endereço!

Esta parte final poderá ser um pouco polémica, mas continua a haver muitos casos destes. E começo por dizer que não tomo, aqui, qualquer posição sobre o assunto, cada um acredita no que quer e desde que não exijam que eu faça o mesmo, tudo bem.

Refiro-me a bruxos / bruxas e às avultadas burlas que cometem e de que só conhecemos uma pequeníssima parte uma vez que muitas das vítimas não fazem queixa por terem vergonha de terem sido enganadas.

Repito, não julgo as crenças de ninguém e tenho, até, lido bastante sobre o assunto. Mas há um sinal de alerta claro: o pedido de quantias avultadas ou de joias. O pretexto é, muitas vezes, precisarem disso para duplicar o seu valor. Pois bem, se é capaz disso, porque não o faz para si? Ou fá-lo pelos outros por pura bondade do coração?

Há, também, questões de saúde que prometem resolver a troco de quantias mais ou menos avultadas. Ora isso sempre me meteu confusão, curar pessoas denota bondade, acha, então, que isso se coaduna com a exigência de uma fortuna para o fazerem?

Por isso, lembre-se, se um suposto bruxo / bruxa diz que lhe resolve tudo e mais alguma coisa a troco de muito dinheiro – ou diz que precisa disso para fazer o seu feitiço – lamento, mas não passa de um burlão.

Para a semana: Inverno não é desculpa para hibernar. A menos que haja um temporal, não faltam atividades e saídas nesta época do ano.