Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Ir para novo

Considerações gerais, ideias, projetos e muito mais para quem está a "ir para novo". E para quem tem em casa alguém avançado nesta viagem. Todos os domingos. Alternarei posts gerais e específicos.

Ir para novo

Considerações gerais, ideias, projetos e muito mais para quem está a "ir para novo". E para quem tem em casa alguém avançado nesta viagem. Todos os domingos. Alternarei posts gerais e específicos.

72 - Miminhos

Olhando melhor para o calendário, decidi alterar a ordem dos posts que tinha planeado, uma vez que este faz bem mais sentido hoje, quando falta exatamente uma semana para o Dia de Natal. É que trata de presentinhos e miminhos...

Comecemos por estes.

À medida que vamos para novos vão surgindo algumas restrições na área alimentar e nem sempre por problemas de saúde. É que para onde quer que nos olhe há listas, mais ou menos longas, de NÃOS a cumprir se quisermos chegar a uma idade avançada. Sabem como é, não beba, não coma doces, não toque em gorduras, prefira carnes brancas e certos peixes... enfim, um sem número de coisas que, infelizmente, são quase todas as mais apreciadas.

E eu até estou de acordo em ter uma alimentação saudável e mais equilibrada à medida que os anos pesam, há, aliás, vários posts sobre esse tema neste meu blogue.

A grande questão aqui está no uso da palavra “nunca”. É que a menos que haja fortes e graves contraindicações médicas, que mal tem dar uma “facadinha” de vez em quando? Mais ainda, sou grande adepta da ideia de as planear, não rigidamente, mas de um modo mais ou menos fluido.

Por exemplo, escolher um dia da semana para comer um bolinho ou um chocolate, se gosta de doces e anda a evitá-los por causa das tais regras. Ou uma outra coisa do seu agrado, como um prato mais pesado ou uma boa bebida.

Isto tem duas vantagens. A primeira, talvez a mais óbvia, é que deste modo viver de um modo regrado deixa de ser um sacrifício enorme, suportado com uma grande dose de enfado.

A segunda é tirar partido de uma característica inata do ser humano que, na minha opinião, não é muito explorada: o prazer da antecipação.

Tentem recordar-se do que sentiam em miúdos nos dias antes do Natal ou dos vossos anos com a espera pela festa e pelos presentes. Suspeito que se pensarem um bocadinho chegam, até, à conclusão que esse período era muitas vezes bem mais emocionante e prazenteiro do que o grande dia que supostamente antecediam.

Ora se souberem que no domingo, digamos, irão ter uma boa sobremesa, um aperitivo ou algo do vosso agrado, bom, aposto que aguentam bem melhor refeições menos a vosso gosto nos seis dias restantes.

E, pequena dica, se fazem dieta por razões médicas, falem com o vosso médico e vejam o que podem fazer e quantas vezes para quebrar a monotonia. Em muitos casos haverá, certamente, algumas alternativas de que poderão desfrutar, desde que não abusem, claro.

Já agora – e mais uma vez se não houver problemas médicos – tentem apreciar em pleno esta época festiva, tenham um pequeno prazer na vida. Atenção, “pequeno”, nada de abusos que acabam por sair caros em termos de saúde e, muito francamente, não é altura de precisar de um hospital...

Passemos agora aos presentinhos. Muitos dos que vão para novos dizem, com grande frequência, “já não tenho idade para presentes...” A sério? Pois eu acho que é precisamente a fase da vida em que mais precisamos deles.

Sei que estão a pensar, pois, e quem mos dá? E é bem verdade que nem sempre se tem família ou amigos e, mesmo quando estes existem, a troca de presentes nem sempre é cumprida e quando a há restringe-se a anos e/ou Natal.

Só que não tem de ser assim, é uma mera questão de redefinir o que é um presente. Passo a explicar.

O significado atual é algo que nos é dado por outra pessoa. Mas que mal tem sermos nós próprios os dadores? Acreditem, sei do que falo, passei uns anos em que cá em casa eu era a única com condições físicas e mentais para sair e fazer compras e isso nunca me impediu de ter os meus presentes especiais de anos e de Natal.

Isto elimina o fator surpresa? Claro. Mas pensem bem, não se passava o mesmo quando recebiam dinheiro ou cheques oferta? É que a escolha do presente em si ficava totalmente a vosso cargo... Sendo assim, a única diferença é que passam a tratar também da primeira parte.

Mas atenção, não o façam com a atitude de “preciso disto, vou comprar” mas sim tendo em mente, “preciso disto, vai ser o meu presente de... (acrescentar a ocasião)”. E mesmo que comprem com alguma antecedência, guardem para o dia certo antes de lhe pegarem.

Mas não é tudo. Porque não celebrar outras ocasiões da nossa vida? Durante alguns anos fiz questão de celebrar o fim de cada mês comprando uma coisa pequenina para mim, um livro, um vídeo, enfim, um pequeno luxo. E não faltam outras ocasiões que podemos festejar do mesmo modo, nem que seja com uma ida ao café se é algo que habitualmente não fazemos. Ou seja, não precisa de ser algo caro, basta algo que habitualmente não fazemos ou, também, uma coisa que íamos comprar – não algo básico, como batatas ou pão, claro – mas que fica à espera desse momento.

A ideia básica aqui é pontuar a monotonia do dia-a-dia de quem tem agora uma vida mais parada com coisinhas agradáveis em si, para além do prazer da antecipação que referi mais acima.

Se fizerem algo deste género garanto-vos que a vossa vida ganha um novo ritmo, um interesse renovado, passa a haver algo que realça alguns dos dias da semana e do mês.

Ou seja, o lema deverá ser, abaixo a rotina, festejemos a vida!

Bom, só me resta desejar-vos Feliz Natal e uma boa época festiva.

Para a semana: Eu gostava... Os meus desejos para o novo ano