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Ir para novo

Considerações gerais, ideias, projetos e muito mais para quem está a "ir para novo". E para quem tem em casa alguém avançado nesta viagem. Todos os domingos. Alternarei posts gerais e específicos.

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Considerações gerais, ideias, projetos e muito mais para quem está a "ir para novo". E para quem tem em casa alguém avançado nesta viagem. Todos os domingos. Alternarei posts gerais e específicos.

22 - Resoluções de Ano Novo

Este será o último post deste blogue em 2022, é pois apropriado falar de algo que, de um modo geral, todos fazemos nesta época do ano. Refiro-me, claro, às célebres resoluções de Ano Novo e que lhes acontece usualmente...

Mesmo quem não liga muito à vida acaba por sentir uma pequenina dose de energia adicional com a aproximação de mais um ano. É humano, todos gostamos de começos, há sempre aquela sensação de coisa nova, a ideia de que sim, desta vez vai ser diferente.

Infelizmente, tudo isso costuma durar apenas uns dias ou, até, umas meras horas, desaparecendo sem deixar rasto durante um ano inteirinho.

Pois bem, neste post, que é mais genérico, proporei algumas técnicas, digamos, para que desta vez tudo se passe de outro modo. Mas não se preocupe, é tudo muito fácil.

Para começar, façamos algo que as televisões costumam fazer durante estes dias entre Natal e Ano Novo, uma recapitulação do que se passou durante o ano que está a chegar ao fim.

Para ser mais eficaz, sugiro que pegue em papel e numa caneta – ou lápis, o que lhe der mais jeito – e comece a fazer uma lista dos pontos principais, bons e maus, deste seu ano. Mas não uma lista à toa. Passo a explicar.

A ideia é dividir os eventos em duas colunas – ou duas folhas. Numa delas, pôr coisas totalmente fora do nosso controle e na outra, as que, de certo modo, dependeram de nós.

Por exemplo, uma doença, a morte de um familiar ou amigo, um desastre, tudo isso vai para a primeira lista. Mas zangas, falta de convívio, gastos excessivos, uma viagem, tudo isso pertence à segunda.

Poderá parecer, à primeira vista, que a lista “não fui eu” é tempo perdido, mas não. A ideia aqui é ver as coisas más que aconteceram e no fim dizer, “Uau, sobrevivi a isto”.

Mas a segunda lista é a mais importante para as tais resoluções. Uma vez feita ou, pelo menos, bastante composta, tente agrupar os seus itens de acordo com a sua natureza. Por exemplo, discussões com amigos, quezílias com vizinhos; passeios, mesmo curtos, viagens e isso; e assim por diante.

E começará, certamente, a notar certos temas que se repetem vezes sem fim, sejam bons, sejam maus...

O que nos leva às resoluções. Fazemos, quase sempre, uma enorme lista, cheia de grandes mudanças e coisas fenomenais. Com sorte, algumas coisinhas ainda se aguentam uns dias ou semanas. Mas a maioria, bom, nem passa do papel onde foram escritas.

O grande problema é precisamente esse, almejar “em grande”, ou antes, demasiado em grande. Alie-se a isso o muito popular síndrome do tudo ou nada e temos algo condenado à partida.

Pois bem, o que proponho aqui é algo totalmente diferente. Em vez de uma lista para o ano todo, só duas resoluções para o mês de janeiro. E mais duas em fevereiro e assim por diante.

E porquê duas, perguntarão? É aí que entra a listinha.

Uma das resoluções mensais será, precisamente, corrigir algo que nos corre mal e de que temos grandes culpas no cartório. Mas nada de generalidades, tipo, passar a dar-me bem com os vizinhos. Não! Objetivos pequenos. Por exemplo, tentar criar uma relação melhor com a vizinha Fulana. Ou tentar não armar banzé quando sou mal atendida no café X, procurar, sim, um outro modo de expressar a minha crítica.

Estão a ver? Passinhos de bebé...

A outra resolução vem das coisas que lhe deram prazer este ano. Mas não se fique por mais do mesmo, tente encontrar algo novo que pense que lhe possa trazer a mesma alegria e satisfação.

Já agora, se afinal descobrir que não é bem algo que lhe agrade, pode sempre desistir – mas isto é bem diferente de nem sequer tentar.

Tentando ligar tudo isto ao que tenho dito em posts anteriores, aqui vão algumas sugestões para quem vai para novo.

Se tem uma vida muito isolada e solitária, faça um esforço para sair de vez em quando – mais uma vez, nada de projetos megalómanos, basta uma volta semanal pela sua zona, por exemplo. Ou fazer um esforço para conviver um pouco mais.

Na área da alimentação, pode, por exemplo, tentar uma refeição saudável uma vez por semana. Não é nada do outro mundo mas verá que, aos poucos, um dia passa a dois e dois a...

O mesmo com exercício. Basta pensar em andar um niquinho mais do que faz habitualmente. Ou experimentar aquela aula de ginástica para não muito novos de que tem ouvido falar.

Cuidados pessoais? Simples, escolha um dia por semana para se mimar, cuidar da pele, etc. Ou programe uma ida mensal ao cabeleireiro, se nunca, ou raramente, lá põe os pés.

E assim por diante.

A ideia básica aqui é começar “de mansinho”, com pouquíssimos objetivos viáveis. E depois, mês a mês, ir aumentando o que faz.

Verá, quando chegar ao fim do ano, as resoluções cumpridas serão bem mais do que as que poria na célebre lista anual. E com a grande vantagem de que se concretizaram mesmo.

Enfim, por hoje é tudo, desejo a todos um bom fim de 2022 e um 2023 ainda melhor. E lembre-se, desde que haja vida, muito pouco é irremediável.

Para a semana: Quedas e outros perigos. Todos estamos sujeitos a situações perigosas, mas são mais graves se vamos para novos...