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Ir para novo

Considerações gerais, ideias, projetos e muito mais para quem está a "ir para novo". E para quem tem em casa alguém avançado nesta viagem. Todos os domingos. Alternarei posts gerais e específicos.

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163 - Alimentos usuais, pratos diferentes

Já fiz vários posts sobre alimentos diferentes, nomeadamente em Alimentos menos conhecidos e Alimentos menos conhecidos 2, para além de algumas referências em inúmeros outros textos sobre alimentação. Mas hoje vou deixar-me de exotismos e falar apenas de modos diferentes de usar alimentos mais do que corriqueiros, dos que até já cansa comer por ser sempre a mesma coisa...

Comecemos pelo puré que, para a maioria de nós, significa puré de batata, mais ou menos cremoso, consoante o gosto ou a habilidade de quem o faz, ou o seu substituto muito na moda, batata esmagada. É claro que já há quem se aventure a fazer puré de batata-doce, um produto cada vez mais divulgado entre nós, mas raramente se passa daí.

Só que podemos fazer puré de muitas coisas diferentes e, em muitos casos, é até um modo ideal de consumir algo que não apreciamos grandemente quando é simplesmente cozido. Cenoura, por exemplo. Ou abóbora. Ou até mesmo couve-flor. Podemos, até, fazer uma junção de ingredientes, batata e cenoura, couve-flor e abóbora, etc. Fazem-se do mesmo modo que o puré de batata – coze-se, esmaga-se e junta-se leite / natas / queijo e temperos. Pequeno detalhe, a noz-moscada fica sempre bem e, se incluir abóbora no seu puré, experimente juntar um niquinho de canela.

E que tal o muito inglês puré de ervilhas? Ou de favas, grão-de-bico? Como vê, há inúmeras opções, sem entrar no exótico. Mesmo assim, não resisto a lembrar a banana-da-terra, que já está à venda em muitos supermercados, tendo deixado de ser um artigo raro, ou o quiabo e o inhame, também já muito divulgados.

Última sugestão, um puré de beterraba, apesar de bom, fica bem melhor se lhe juntarmos outro ingrediente, seja batata, nabo, batata-doce, couve-flor ou... castanhas – que também dão um belo puré só por si.

E já que estamos a falar em coisas diferentes com o mesmo nome, puré, neste caso, que tal experimentar fazer sopas fora do seu usual? Sobretudo se gosta das tipo creme, vá experimentando conjugações de ingredientes – ou consulte a Internet, não faltam sugestões. Para além de ser divertido, acabará por comer mais vegetais e legumes quase sem dar por ela.

Continuando com vegetais, já viu com certeza à venda cenoura e curgete cortadas tipo esparguete – já agora, pode fazê-las em casa, com um aparelho próprio ou com um simples descascador. Pois, a ideia é precisamente essa, usar esses dois vegetais, sós ou juntos, em substituição do esparguete. Mas atenção, não os coza demasiado e, caso os vá misturar, lembre-se que a curgete coze bem mais rápido do que a cenoura. E se for incorporar depois camarão, carne ou outros ingredientes, tenha em conta o tempo adicional de cozedura.

Esta versão de algo tão vulgar é, para além de uma variante interessante, uma opção bem mais saudável, sobretudo para quem vigia a “estética”. Não se admire se não acertar com os tempos de cozedura à primeira, verá que rapidamente lhe apanha o jeito.

O repolho é um outro alimento muito subaproveitado entre nós, comemo-lo, na maior parte das vezes, apenas cozido ou a formar trouxas recheadas. Mas é bem mais versátil do que imaginamos, podendo dar inúmeros – e saborosos – pratos frios e quentes. Se não acredita, dê uma olhadela a esta página, tem de tudo, do mais simples a coisinhas um pouco mais complexas.

A curgete também é muito comum entre nós, quem tem um quintal não resiste a cultivar algumas... Pessoalmente, gosto dela simplesmente cortada em rodelas e grelhada, mas, tal como o repolho, é muito versátil, prestando-se a tudo, de sopas a saladas, pratos mais ou menos complexos e até bolos! Se procura inspiração, visite esta página de um site que aprecio muito pela sua variedade e qualidade.

Passemos aos guisados, uma jardineira, por exemplo. Não tem de incluir batata, já as tenho feito com cubos de abóbora (atenção, cozem muito rápido), quiabos, batata-doce... Fica um prato saboroso, diferente e muito mais nutritivo do que se for feito com batata. Também nesta área, vá experimentando, se não resultar, tem bom remédio, basta não repetir a combinação!

Mudando um pouco de assunto, que tal incorporar frutos secos, sobretudo caju, nozes, amêndoas e avelãs em pratos salgados? Dão um toque crocante e melhoram o conteúdo nutritivo de um prato. Pequeno detalhe, se vai apenas juntá-los a um guisado ou prato feito no wok / frigideira, salteie-os antes um pouco a seco para os torrar ligeiramente e libertar os seus óleos e aromas.

E lembre-se, muitos deles têm utilizações que muitos desconhecem. Sabia, por exemplo, que pode fazer maionese de caju, uma versão vegan que é também mais leve para quem tem problemas em digerir ovos e que é muito saborosa?

Finalmente, a fruta. Porquê guardá-la apenas para a sobremesa quando pode ajudá-lo a dar mais sabor a pratos salgados? Há uniões clássicas, como porco e maçã e pato e laranja. Mas existe todo um mundo a descobrir, desde saladas de verão com manga, por exemplo, a espetadas de carne com pêssego, por exemplo – já agora, este pode ser substituído por alperces secos...

Mas não só. Se gosta de ananás ou, pelo contrário, o acha demasiado ácido, tente grelhar umas rodelas para incorporar em pratos de carne, fica particularmente bom com porco e peru. E não, sou totalmente contra a existência da chamada piza havaiana, pelo que me diz respeito é ótimo variar, mas há limites.

Outra opção diferente, vinda diretamente da culinária vegan, é grelhar fatias grossas de melancia. Temperadas apenas com azeite, sal e pimenta dão um belíssimo acompanhamento.

Resumindo, não se contente em usar os seus ingredientes usuais sempre do mesmo modo, vá experimentando, combine sabores e técnicas, dê asas à sua imaginação, saia da rotina. E lembre-se que muitas dessas variantes são bem mais saudáveis e, melhor ainda, constituem um modo ideal de comer mais legumes e vegetais sem esfprço, caso não sejam os seus favoritos.

Para a semana: Osteoporose. Uma doença “silenciosa” que pode ter consequências muito más.