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Ir para novo

Considerações gerais, ideias, projetos e muito mais para quem está a "ir para novo". E para quem tem em casa alguém avançado nesta viagem. Todos os domingos. Alternarei posts gerais e específicos.

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Considerações gerais, ideias, projetos e muito mais para quem está a "ir para novo". E para quem tem em casa alguém avançado nesta viagem. Todos os domingos. Alternarei posts gerais e específicos.

121 - Também há coisas boas

Esta quinta-feira celebra-se nos Estados Unidos o Dia de Ação de Graças. É, para os americanos, a festa em família mais importante, supera, em muito, o Natal em termos de todos se esforçarem por passar esse dia com os seus familiares, nem que tenham de viajar bastante para o conseguir. E é costume, antes de começarem a comer, dizerem aquilo por que se sentem gratos em relação ao último ano.

Decidi, pois, dedicar este post a alguns bons exemplos de programas e ações que beneficiam quem vai para novo. Sim, também os há, apesar de não serem tantos nem tão abrangentes como gostaríamos.

Não irei mencionar os apoios da Segurança Social e similares, no papel são excelentes mas, entre burocracia e a usual falta de meios, a prática é, certamente, bem diferente.

Começo pelo Programa Aconchego que, infelizmente, ainda só existe no Porto. Vi uma primeira reportagem sobre ele há uns anos, quando ainda estava no começo, e achei-o uma iniciativa muito interessante. Mas não o acompanhei nem voltei a ouvir falar dele até esta semana, quando vi uma notícia sobre os seus 20 anos.

Basicamente, é um programa que resulta de uma parceria entre a Câmara do Porto e a Federação Académica também dessa cidade. E consiste em hospedar estudantes universitários em casa de pessoas já de uma certa idade (mais de 60 anos) residentes na Baixa do Porto. Ou seja, a ideia por detrás de tudo isto é ajudar a minorar a falta de alojamentos estudantis e também o isolamento dos idosos.

O residente disponibiliza um quarto e o estudante fornece a sua companhia e alguma ajuda, ou seja, é uma troca de serviços. Aliás, o lema do programa diz tudo: "Quem estuda tem casa. Quem tem casa tem companhia"

Em ambas as reportagens vi jovens satisfeitos com o programa, muitos diziam, até, que lhes estava a ser muito útil e não apenas em termos financeiros, aprendiam a cozinhar, trocavam histórias, enfim, era uma experiência muito rica e satisfatória. E parece que tem resultado, é que há pessoas que, quando o “seu” estudante sai pedem logo outro.

Tem recebido algum reconhecimento internacional, nomeadamente por parte do Canadá e também da Organização Mundial de Saúde por ser uma obra em prol do envelhecimento saudável em contexto domiciliário.

Infelizmente, parece que só existe no Porto, mas algumas autarquias mostraram, finalmente, algum interesse em implementarem um programa similar na sua zona.

Passemos agora ao Lisboa 65+, que tem como objetivo contribuir para melhorar a saúde, promover o chamado envelhecimento ativo e combater o isolamento. É este o seu site.

Inclui vários programas:

- Lisboa +55, decorre de setembro a julho para pessoas de 55 anos ou mais e inclui várias atividades, como caminhada, pilates, dança, ioga e outras.

- Praia Campo Sénior e Programa de Envelhecimento Ativo e Saudável.

- SOS / Serviço de Teleassistência: 800 204 204, número gratuito 24 horas por dia de resposta urgente a situações de risco e isolamento; mas só para quem tiver uma linha telefónica fixa

O projeto que indico a seguir não se restringe a idosos, proporciona apoio integrado aos Cuidadores Informais e às pessoas a seu cargo. Chama-se Maia Cuida + e, como o nome indica, destina-se a pessoas desse Município. É financiado pelo Programa de Recuperação e Resiliência e envolve a Unidade Local de São João, as Juntas de Freguesia do Concelho da Maia, a Associação Nacional dos Cuidadores Informais, a Associação de Solidariedade Social Mouta Azenha Nova (ASMAN) e o Lions Clube da Maia.

De acordo com o site, este projeto apresenta 4 fatores que o distinguem:

- Apoio aos cuidadores informais por parte de uma equipa de profissionais que os ajudam a conhecer melhor as necessidades da pessoa a seu cargo.

- Uma bolsa de substituição temporária para dar até 4 horas de descanso semanal ao cuidador informal.

- Formação e capacitação dos cuidadores informais.

- Ligação estreita às estruturas de saúde locais.

São só alguns exemplos, mas pelo que tenho visto há cada vez mais Câmaras a criar programas para a sua população mais idosa, fora os esforço que são feitos a nível de Juntas de Freguesia e Centros Comunitários. Mais ainda, se na sua zona não há nada, que tal propor um projeto à sua Câmara / Junta? Poderá, até, citar na sua sugestão projetos e programas de êxito noutras áreas do país – é que, muito francamente, com tantos exemplos dentro e fora do país não há necessidade de “reinventar a roda”, basta, na maior parte das vezes, adaptá-la às necessidades e condições locais.

Associação Mais Proximidade, também só na área de Lisboa. Já tem 10 anos e acompanha, por ano, mais de 120 idosos em situações de isolamento e solidão, em articulação com parceiros locais. Atua, sobretudo, nas seguintes áreas:

- Combate à solidão e isolamento, nomeadamente com contactos telefónicos regulares, passeios, aniversários, etc.

- Promoção da saúde e bem-estar: marcação de consultas e acompanhamento, empréstimo de ajudas técnicas, apoio psicológico e muito mais.

- Qualidade de vida ao domicílio, com parecerias para pequenas obras, articulação com outras entidades para serviços ao domicílio, etc.

Pode saber mais no seu site.

Para terminar, duas linhas de apoio.

A SOSolidão, da Fundação Bissaya Barreto, é uma linha gratuita (800 91 29 90) de ajuda a idosos em situação de isolamento social ou geográfico. Foi criada em articulação e complementaridade com o Serviço SOS Pessoa Idosa, de apoio a idosos em situação de violência. Este novo projeto propõe-se ajudar idosos que vivem com dificuldades acrescidas de contacto, sem qualquer rede de suporte familiar ou institucional.

Esta linha funciona das 10 às 17 todos os dias úteis.

E, finalmente, a Linha do Cidadão Idoso, (800 20 35 31), também gratuita. Funciona das 9h30 às 17h30 nos dias úteis e com gravador de mensagens fora desse horário. É mais específica, uma vez que presta informações sobre os direitos e apoios que assistem aos mais velhos, nomeadamente em áreas como a saúde, segurança social, habitação, equipamentos e serviços.

Para a semana: Gripes e constipações. Tema apropriado, agora que se aproxima o inverno

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